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4.2.1 - DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO A matéria-prima em fita é fornecida em top ou bump, dependendo da forma como vem enrolada Ap6s uma série de operações que tem em consideração a altura da fibra (H) (comprimento médio em função da área) e da Barba (B) (comprimento médio em função do peso) é realizado um plano de fiação, elaborado com base na carga aplicar a cada máquina, taxa de estiragem e títulos de saída A matéria ao progredir ao longo do processo do fabrico é afinada de acordo com o numero do fio pretendido.
A secção de fiação de penteado divide-se nas seguintes áreas de produção:
Mistura e Repenteação É constituída pelas seguintes máquinas, podendo haver outras variantes dependendo do tipo da empresa e do fim a que destina o fio:
Mistura – operação realizada na mescladora, tem por objectivo misturar fitas da mesma qualidade ou de qualidades diferentes em cru ou cor dando uma massa das fibras com características bem determinadas, quer em percentagem, quer em cor. A variação permitida é de ± 2%. Ao número de fitas calculadas para a mistura chama-se dobragem.
Intersecting PR – Pré – repenteação – destina-se a preparar as fitas mescladas para a repenteação, reduzindo-lhe o título de modo a permitir a dobragem máxima na penteadeira, de 24 fitas. Todos os intersectings paralelizam as fibras e fazem-no através de pentes com agulhas de aço. Na mistura a densidade dos pentes é 4 agulhas/cm redondas e nos restastes intersectings e de 5 agulhas/cm planas.
Repenteação – É uma máquina que trabalha em dois ciclos, 1º penteia a cabeça da fibras pelo pente circular e depois a cauda das fibras através do pente fixo. É uma máquina destinada a eliminar fibras curtas, palhas, borbotos, indesejáveis nos fios, devido ao aparecimento de pilosidade Os principais parâmetros de afinação são o Encartamento e a alimentação.
Intersecting VP – Esvazia potes (p6s repenteação) - como a matéria que vem da penteadeira foi separada e depositada em camadas sucessivas, as fitas trazem muitas irregularidade de curto termos (defeitos curtos). Estas irregularidades são corrigidas através da dobragem.
Intersecting AR (auto regulador) – é uma máquina que vai continuar a corrigir irregularidades de Curto termo através da dobragem e também as irregularidades de longo termo pela variação da estiragem (defeitos longos). Nesta máquina completa-se o ciclo da mistura e repenteação. Esta sequência de máquinas s6 é utilizada para fios penteados. Para os semi-penteados somente lhes é aplicada a operação de mesclagem (duas passagens) e intersecting AR.
Baixa preparação É construída por um conjunto de três máquinas, podendo nalguns casos em fios muito finos,> Nm 60, existir uma 4ª passagem.
1ª Passagem Auto reguladora (IN AR) destina-se a calibrar a matéria à saída da máquina para um título constante, de modo a garantir a regularidade do fio produzido. Pela acção da estiragem a redução do numero de fibras por secção. As fitas são paralisadas através de pentes, cuja densidade é de 5 a 6 agulhas/cm.
2ª Passagem (2ª IN) continua a reduzir o numero de fibras por secção e a paralelizar as fibras. 0 Título à saída desta máquina deve ser cerca de metade da 1ª e saem da cabeça de estiragem duas fitas sendo a densidade de dos pentes aumentada para 6 a 7 agulhas/cm.
3ª Passagem (3ª IN) tem o mesmo objectivo da 2ª. 0 Título de saída é cerca de metade do da 2ª e saem da cabeça de estiragem quatro fitas sendo a densidade dos pentes aumentada para 7 a 8 agulhas/cm.
Alta preparação É constituída por dois tipos de maquinas, cujo fim é o mesmo, converter a fita em mecha e dar-lhe alguma resistência.
Banco de fusos – é uma máquina mais adaptada a grandes lotes, insere torção positiva à mecha. A vantagem desta máquina verifica-se na fiação por haver um controlo das fibras durante a estiragem mais regular. Em pequenos lotes 0 rendimento da máquina baixa consideravelmente. As torções ideais devem ser sempre inferiores a 30 Voltas/metro.
Friccionador – é uma máquina mais adaptada a pequenos lotes, insere falsa torção ás mechas (1 volta para a esquerda e a seguinte para a direita e assim sucessivamente). 0 Valor ideal de falsa torção situa-se entre as 4 e 6 voltas/metro. A vantagem desta máquina é a facilidade com que se faz uma mudança de lote, dai resultarem melhores rendimentos.
Fiação – As bobines com mecha provenientes do friccionador ou do banco de fusos. São montadas nos contínuos. Cada mecha vai sofrer urna acção de estiragem – Redução numero de fibras por secção – num sistema chamado trem de estiragem. À Saída deste é inserida torção à mecha que poderá ter sentido Z ou S, dando origem Ao fio, enrolando-o numa bobine pela diferença de velocidade entre o fuso e o Viajante. Devido à baixa produtividade de cada fuso, em media, 30 g/fuso/hora, o Continuo pode ter até 750 fusos. 0 Fio produzido tem agora uma resistência e Elasticidade suficiente para resistir às tensões introduzidas durante a tecelagem. Actualmente produzem-se fios especiais; siro-spun elástico (Lycra), sirospun rígido (poliamida) e fio siro. Nestes fios a junção dá-se à saída do trem de estiragem, onde também é inserido nos rolos de saída 0 filamento, sendo torcidos e enrolados no próprio continuo.
Acabamento da fiação – 0 acabamento de fios destina-se a aplicar operações de melhoramento ou acabamentos especiais aos fios, como, a depuração, bobinagem, meadagem, desmeadagem, bobinagem com parafina, ajuntamento, retorção e produção de fios de fantasia. Estas operações fazem parte integrante da secção de cardação e fiação de penteado, como sejam, depuração, ajuntamento e a retorção. Podendo no entanto outras estarem numa secção de acabamento especial, corno operações intermédias e de beneficiação dos fios, como, meadagem, bobinagem com e sem parafina e a desmeadagem, assim como a produção de fios especiais. 0 Fio produzido trás irregularidades que são devidas à má afinação das máquinas, órgãos com anomalias e também devidas à falta de qualidade da matéria. Estas irregularidades manifestam-se sob a forma de pontos finos, pontos grossos, neps e borbotos. O Objectivo é do eliminar estes defeitos dando origem a fios muito mais regulares.
Bobinagem e depuração Nesta máquina são eliminados os defeitos atrás descritos através de sistemas de depuração capacitivo ou óptico, sendo a mais aconselhável o capacitivo. Após a eliminação do defeito o fio é novamente ligado através de nó ou de splicer (sistema que desfibrila e refibrila o fio) Como o fio vem dos contínuos em bobines de pequena capacidade cerca de 150 a 250 gramas de fio é necessário passa-lo para outras de maior capacidade de modo a maximizar a produção nas máquinas seguintes. Assim são produzidas bobines cónicas cujo peso varia de 800 a 1500 grs.
Ajuntamento Consiste em juntar Os fios em conjuntos de dois ou mais fios. A cada elemento do conjunto chama-se cabo.
Retorção O fio junto é agora retorcido em dois ou mais cabos. Há dois tipos de retorcedores: Os de dupla torção, em que o fio sai também em bobines c6nicas de grande capacidade e os de anel, pouco utilizados porque o fio e depositado em bobines de pequena capacidade idênticas ás dos contínuos de fiação, obrigando a urna repassagem posterior, acrescendo custos ao fio.
Na Figura I é apresentado o fluxograma do processo.
Outros tipos de acabamentos
Meadagem – esta operação tenta evitar-se, por ser de rendimentos baixos e pela dificuldade em desmeadar o fio quando necessário, prejudica também, de certa forma, a qualidade final, devido ao número de n6s introduzidos por rupturas. O fio proveniente ou não da bobinagem/depuração é passado a meadas, devido a ser:
Tingido em meadas, pouco comum, repassagem do fio posterior. 0 mais utilizado é tingimento em cones devido ao baixo rendimento da desmeadagem.
Desenvolver alto volume (HB) – aqui a operação é aplicada a fios retrácteis (acrílicos e misturas) dando origem a fios mais cheios e volumosos. O desenvolvimento é feito antes da fase de tingimento, e no mesmo aparelho (armário de tingimento ou autoclave vertical). Actualmente o alto volume é feito em continuo em máquinas nas quais o fio entre em cone passa pelo vaporizador e é novamente passado para cone. São máquinas de grande produção e chamam-se Bobinadeiras Volufil.
Parafinar o fio – Os fios destinados à indústria de malhas são parafinados de modo a melhorarem a tricotagem. Esta operação e feita numa maquina chamada desmeadeira. Recebe fio em meadas, e ap6s ser parafinado é passados a cones. A máquina também pode parafinar de cone para cone. Deste modo o fio pode estar em meadas ou em cones.
2- ANALISE DO PROCESSO PRODUTIVO
A secção esta equipada com um leque de máquinas que lhe permite a fiação de todos os tipos de fios, distribuídas por quatro áreas fundamentais; - Mistura e repenteação - Baixa e alta preparação - Fiação - Acabamento da fiação A capacidade instalada é de aproximadamente de 3200 kg de fio dia, tornando como base o numero de fiação médio ponderado 31. As matérias processadas vão desde 100% lã e suas misturas.
TECELAGEM
4.3.1. DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO
A tecelagem tem como função, produzir uma estrutura laminar resistente, elástica e flexível, que resulta do entrelaçamento dos fios da teia com as passagens da trama. A qualidade do artigo final depende das matérias utilizadas na produção do fio. À saída do tear, obtém-se uma estrutura em xerga, cujo peso por metro linear, depende das densidades de teia (fios/cm) e da trama (passagens/cm), do número do fio, do tipo de ligamento. O aspecto visual da superfície depende da forma como é feito o tingimento da matéria, top (fios penteados), fio ou em tecido – e corno se combinam as cores no entrelaçamento. A forma como os fios são entrelaçados depende do desenho utilizado (debuxo), tafetá, sarja, cetim e derivados destes. E fundamental ao aspecto de superfície do tecido, O efeito de cor, quer à teia, quer à trama dependendo do alinhavo que é função do ligamento. Os teares utilizados, hoje, chamados maquinas de tecer, são denominados pelo modo como a trama é introduzida na cala – jacto ar, pinças rígidas ou flexíveis, projéctil e mais recentemente, os de cala ondulante ou de inserção progressiva.
Operações preliminares à tecelagem;
Urdissagem – antes da tecelagem é necessário dispor a teia em faixas, até à largura pretendida no tear, a este tipo de operação chama-se Urdissagem. A máquina utilizada é designada por urdideira seccional. A capacidade da urdideira, casal (locais onde são colocadas as bobines) varia de maquina para maquina, isto é, depende das gamas de artigos produzidos (lisos, xadrezes, especiais (mantas, cachec6is, etc.), do diâmetro das bobines, cerca de 240 mm Max. Um casal não deve ter mais do que 10 m
Bobinagem – esta operação tem duas finalidades, urna consiste em uniformizar a tensão nas bobines de modo a facilitar o desenrolamento dos fios durante a inserção de trama. Com a uti1ização de Bobinadeiras/depuradores modernas com sistemas de controlo de tensão eficazes, as bobines provenientes desta máquina utilizaram-se directamente na urdissagern e alimentação de tramas nos teares. Outra função é repassar os restos de bobines da urdissagern ou de tramas para cones de maior capacidade, evitando baixos rendimentos de produção, ou quando houver retornos de fios ao armazém de fios, que não se enviem restos de cones, mas sim cones de grande capacidade.
Na Figura II é indicado o fluxograma do processo.
SECÇÃO DE TINTURARIA
DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO A tinturaria é uma operação usada na indústria têxtil que tem por finalidade, colorir as fibras dando à generalidade dos artigos um aspecto agradável e atraente. A base técnica da maioria dos processos de coloração aplicados, consiste na introdução de matérias coradas no interior das fibras, de forma a ficarem firmemente retidas com vista a garantirem uma cor suficientemente permanente quando expostas a condições bastantes variadas do processamento subsequente e ao uso, suor, luz, lavagem, fricção, água salgada, etc.
A forma de ligações mais comuns é através de:
Forças electrostáticas, Ligações químicas; Ligações físicas. Na tinturaria existem vários tipos de aparelhos sendo alguns versáteis no tingimento de matérias em diferentes estados de transformação.
Autoclave – vertical – tingimento de fio, rama, top e meadas, dependendo do tipo de porta material utilizado.
Autoclave horizontal – tingimento de rama (pouco utilizada),
Barca – tingimento de tecidos (pouco utilizada)
Armário – tingimento em meadas.
Foguete – tingitano de tecido ao largo,
Over flow – tingimento de tecido em corda,
Jet – tingimento de tecido em corda
Hidro – aparelho destinado à extracção de agua à rama, fio e tecidos. No entanto há hidros específicos para a extracção de água a fios.
Secador de alta-frequência – destina-se à secagem de rama, fio, utilizando um sistema por micro ondas. Neste aparelho é possível controlar a taxa de humidade à saída.
De modo a maximizar produção da tinturaria, é importante a existência de porta materiais auxiliares, permitindo aos operadores carregam enquanto o tingimento esta a decorrer, reduzindo os tempos de espera, aumentando-se o numero de partidas dia. Para o desenvolvimento de uma etapa de tingimento é importante o conhecimento do mecanismo de tingimento, físico – curva de tingimento (controlo dos tempos, temperaturas, patamares de subida e descida 0C/min) e químico (pH, contracções dos corantes e produtos auxiliares e afinidades entre corantes e corante fibra)
É fundamental à qualidade do tingimento que os aparelhos possuam programadores automáticos, que após programados, realizem de forma contínua e precisa a curva do tingimento, reduzindo variações, na temperatura e nos patamares de subida (graus/minuto), garantindo-se assim a qualidade do tingimento, o que se torna difícil por controlo manual, ocupando mais os operários impedindo-os de realizar outras actividades durante o tingimento, como a carga dos aparelhos.
No anexo III é indicado o fluxograma do processo para produtos cardados e penteados.
ULTIMAÇÃO
DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO O processo de ultimação aplica-se a todos os tecidos cardados e penteados. Os acabamentos efectuados têm a ver com uma série de factores:
- Tipo e qualidade de matéria-prima utilizada. - Características dos fios empregues, - Estrutura do tecido, - Toque e aspecto superficial pretendido.
Pretende-se que todas as operações conferiram aos tecidos características que façam realçar a qualidade das matérias-primas, tendo em vista toma-las atractivas para o consumidor.
Consideraram-se dois grupos fundamenteis no acabamento:
Acabamento rapado – aplicado aos artigos penteados, onde o objectivo é criar uma superfície sem pêlo, realçando o desenho e os efeitos da cor da teia e trama.
- Acabamento de pêlo – aplicado a artigos cardados, onde o objectivo é criar uma superfície de mais ou menos pelo, reduzindo ou eliminando a nitidez do debuxo e efeitos de cor.
As principais operações e objectivos dividem-se em três grupos:
Acabamentos hídricos
Lavagem (lavadeira) – destina-se à eliminação de sujidades, colas, 6leos, tem como objectivo o relaxamento das fibras.
Carbonização (carbonizadora) – consiste em carbonizar palhas e outras substâncias de origem vegetal pela acção do ácido sulfúrico. A carbonização em rama é realizada através de máquinas em continuo.
Neutralização (lavadeira) – neutraliza as peças ácidas por redução do ácido sulfúrico através de uma base.
Batanagem (batano) – produção de pêlo na superfície do tecido, encorpamento, encolhimento e aumento da resistência.
Fixação hídrica (crabing) – estabilidade dimensional, alisamento da superfície, produção de brilho, melhoria do toque e evita a formação de rugas.
Acabamentos mecânicos
Escovagem (escovas) – limpeza e alinhamento das fibras.
Queima de palhas (carbonizadora, râmola, prensa) – queima as palhas carbonizadas.
Remoção de palhas (batano de palhas) – projecta o tecido contra urna grelha eliminando dos tecidos as palhas queimadas.
Perchagem (percha metálica) – realizadas através de rolos com puados, com grupos que rodam no sentido do tecido (pêlo) e outros que rodam em sentido inverso (contra pêlo), modificando a superfície do tecido, produzindo pêlo, aumentando a retenção do calor.
Perchagem (percha cardos ou percha mortejo) – idêntica à anterior, realizada em húmido, permite obter maior superfície de pêlo.
Tesouragem (tesoura) – realizada através de lâminas cortantes, corta as fibras, uniformizando a altura ou rapando completamente a superfície.
Prensagem (prensa) – pressão e calor, produção de brilho, melhoria do aspecto, toque e brilho.
Decatissagem em continuo (Dacatissadora) – acção do vapor pressão e calor, fixar de forma permanente, o brilho, toque, volume obtidos na prensagem e estabilidade dimensional.
Decatissagem em autoclave (KD) – acção do vapor pressão e calor, fixação permanente do brilho, toque e estabilidade dimensional.
Vaporização (vaporizador) – relaxamento do tecido, eliminação do lustro, brilho, confere ao tecido estado higrométrico normal.
Acabamentos térmicos
Termofixação (râmola) – fixação dimensional das misturas lã com fibras sintéticas, maior resistência a formação de borbotos, evita formação de vincos e pregas quando aplicada antes da tinturaria, melhora a finalidade dos corantes, evita deslizamentos de fios, reduz deformações no acabamento.
Secagem (râmola) – elimina a água dos tecidos
Chamuscagem (gaseadeira) – acção do calor e chama, elimina a pilosidade.
Apesar de todas estas operações nem todas são aplicadas aos vários tipos de artigo. A sequência de operações varia de acordo com a qualidade e aspecto final pretendido, conforme se pode ver nos fluxogramas de acabamento.
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